Minha luta pela defesa do meio ambiente amazônico teve início nos idos de 1975, a partir das publicações como correspondente da Agência de Notícias dos Diários Associados - ANDA e do jornal A Província do Pará.
Ao longo destas últimas quatro décadas, tenho sido um incansável ativista pela preservação e conservação dos ecossistemas amazônicos, assunto ao qual dediquei praticamente toda a minha vida e sobre o qual tenho vasta produção literária. Paralelamente, também me dediquei a investigar os fatos obscuros da sua história, principalmente das ocupações, que, quase sempre, estavam permeadas de lutas sangrentas.
Entre outros eventos históricos, cito a descoberta da Amazônia pelos espanhóis, no século XV; a colonização e a expulsão dos portugueses da Província do Grão Pará; a independência da Amazônia
e a propalada "adesão" ao Império Brasileiro, exigida pelas ameaças de bombardeamento da cidade de Belém, e o grande Movimento da Cabanagem.
Fatos como esses até então eram desconhecidos, ou eram apenas objeto de especulações ou referências incompletas. /agora, você terá a oportunidade de saber e de avaliar o passado Histórico da Amazônia, bem como o processo corrosivo de sua ocupação humana, do terrível modelo de exploração econômica e a persistente e sistemática pilhagem de suas riquezas naturais.
Nasci em 28 de fevereiro de 1943, às margens do rio Gurupatuba, afluente do rio Amazonas, município de Monte Alegre, em pleno coração da Hiléia Amazônica.
Sou ecologista e presidente do Grupo de Estudos e Defesa dos Ecossistemas do Baixo e Médio Amazonas - Gedebam, escritor e autor de diversas reportagens sobre as agressões ao meio ambiente amazônico e autor de livros sobre histórias da Amazônia. Ultimamente venho atuando como palestrante em universidades e escolas de Ensino Fundamental e Médio, das redes públicas e privadas, com ênfase nas áreas de Estudos Amazônicos e da Ecologia Vivenciada na Amazônia.
Prelúdio Amazônico
A História da Amazônia é rica e, ao mesmo tempo, controvertida, surpreendente e muitas vezes cheia de encantos com suas lendas e mistérios. Nosso escopo está longe de ser um confronto de pretensões de novas lutas. Quando muito, o resgate da sua legítima história e a importância do movimento da cabanagem na luta pela independência da Amazônia.
Nas páginas seguintes, você ficará sabendo de fatos que nunca foram bem relatados sobre a história da Amazônia. E, a partir deste momento, como escritor e um ex-correspondente, sinto-me na obrigação e no dever de transcrever à comunidade estudantil de todos os níveis de ensino, estendendo aos interessados pelas pesquisas da história da Amazônia desde o século XV. Da mesma forma, tratar da ocupação e colonização dos portugueses até o século XIX, como também da era pombalina, e outros temas acerca dos quais tínhamos apenas relatos incompletos e pouco consistentes. Enumero aqui, entre outros, a expulsão dos europeus da Província do Grão Pará, a propalada Adesão do Pará ao Brasil, as tramas do império brasileiro e as lutas sangrentas pela independência da Amazônia, fatos que deixaram, todos, profundas e indeléveis cicatrizes no coração dos povos das floretas.
Por motivos óbvios, o Brasil ainda procura encobrir, de seus filhos e dos amazônidas, a sua verdadeira histórica, principalmente, sobre a tomada e a exploração de seus recursos naturais.
O Movimento da Cabanagem foi a continuidade de outro grande movimento dos paraenses, quase que completamente ignorado pela população paraense e que ficou na época conhecido como Levante dos Tapuias. Esse fato ocorreu entre os anos de 1817/1823, quando da expulsão de muitos europeus da Amazônia e a transformação da Capitania da Província do Grão Pará em uma nova República.
Para que se possa entender melhor a História da Amazônia, temos que recuar aos seus primeiros topônimos quando da descoberta após o Tratado das Tordesilhas, em 1494, e de tantos outros tratados de explorações.
A Amazônia, tal como conhecemos a região nos dias de hoje, teve no passado diferentes denominações. Além de Santa Maria do Mar Doce, Nueva Andaluzia, Rio das Amazonas e Capitania da Costa do Cabo Norte. Recebeu também o epíteto de Hiléia Amazônica ou Amazônia Clássica, que lhe deu o naturalista alemão Alexander Von Humboldt, no fim do século XVIII, cumprindo deliberações do Tratado de Madri, de 1750. E temos ainda o termo Amazônia Legal, criado pelo presidente Getúlio Vargas em 1953. Nos dias atuais, a nossa realidade é menos heróica, digamos assim; pois o que temos agora é o mundo dos newspiratas e a conseqüente dilapidação das riquezas naturais florestas e minérios principalmente em pleno século 21.
Uma amostragem que vale a pena conhecer. E lamentar.
Os relatos históricos contido neste site, na sua grande maioria, foram escritos pelos Historiadores: Alexandre Rodrigues - Arthur César Ferreira Reis - Augusto Meira Filho - Benedito Monteiro - Carlos Rocque - Samuel Bechimol - Violeta Refkalefsky Loureiro - Walcir Monteiro e cópias de documentos encontrados nos arquivos confidenciais da Marinha Real Inglesa e de Arquivos Públicos.